O PROJECTO
HUMANIZADOR DE JESUS E OS “GRUPOS DE JESUS”
Face às
mudanças radicais que estão a ocorrer no mundo em que vivemos
sentimo-nos, muitas vezes, sozinhos e perdidos e, então, cada qual
procura fazer o seu caminho de felicidade, não raramente sem os
outros ou mesmo à custa dos outros, multiplicando sofrimentos
próprios e alheios e hipotecando o destino das gerações vindouras.
Um de nós,
o Papa Francisco,sugere o retorno ao projecto humanizador do Profeta
Jesus de Nazaré, que há dois mil anos o pôs em marcha num momente
de crise por que passava a humilde região onde tinha nascido
(Galileia, Palestina)
Como um dos
responsáveis actuais pelo movimento desencadeado por Jesus e que
veio a chamar-se “religião cristã”, o Papa Francisco reconhece
que, ao longo destes dois mil anos, o cristianismo contribuiu para a
felicidade de muitos e para a humanização da sociedade. Mas
reconhece também que o cristianismo gerou muita exploração, muita
opressão e que revestiu Jesus de vestes que o desfiguraram a ele e
ao seu projecto.
Daí o seu
convite aos cristãos e aos seres humanos do mundo inteiro para
revisitarem o projecto humanizador e libertador de Jesus porque ele
pode trazer aos indivíduos e humanidade mais esperança, mais
felicidade, mais paz, mais inclusão e mais comunhão com a mãe
terra.
Os “grupos
de Jesus`” são uma iniciativa, entre outras, que responde ao
convite do Papa Francisco e que tem dois objectivos: descobrir
(redescobrir) o projecto de Jesus e aprender a seguir os seus passos
na implementação desse projecto humanizador a que ele, no seu
tempo, chamou “Reino de Deus”
Nas reuniões
dos grupos, através da leitura e do comentário aos quatro
Evangelhos procura conhecer-se melhor Jesus e o seu projecto de
felicidade e, através da imitação de Jesus na condução da
própria vida individual e colectiva, procura aprender-se a
implementar o seu projecto de humanização. Podem participar nos
grupos de Jesus adultos, sejam eles agnósticos, ateus, ou crentes.
“Os grupos
de Jesus” não são de nenhuma instituição religiosa ou civil,
pertencem àqueles que deles fazem parte. Não têm chefes mas
cuidadores voluntários e informais.Todos são iguais e tratados com
infinito respeito. Pode entrar-se e sair-se quando se quizer.
Os grupos
são temporários porque constituem períodos de aprendizagem
prática, de iniciação ou de tirocínio. Enquanto grupos não têm
, em princípio, qualquer actividade externa. Terminada a vigência
de um grupo, determinada pelos seus membros, cada um, se estiver
apaixonado pelo projecto de Jesus, escolherá em que circunstâncias
irá prosseguir a sua actividade como colaborador de Jesus: ou em
redes não formais, ou/e em organizações da sociedade civil ou/e em
organizações e movimentos cristãos.
Voltaremos
aos “Grupos de Jesus”. Entretanto pode encontrar na Internet
informação sobre a sua disseminação, ainda embrionária, nalguns
países. Em Portugal também estão a nascer.
Artur Lemos