sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


O PROJECTO HUMANIZADOR DE JESUS E OS “GRUPOS DE JESUS”

Face às mudanças radicais que estão a ocorrer no mundo em que vivemos sentimo-nos, muitas vezes, sozinhos e perdidos e, então, cada qual procura fazer o seu caminho de felicidade, não raramente sem os outros ou mesmo à custa dos outros, multiplicando sofrimentos próprios e alheios e hipotecando o destino das gerações vindouras.

Um de nós, o Papa Francisco,sugere o retorno ao projecto humanizador do Profeta Jesus de Nazaré, que há dois mil anos o pôs em marcha num momente de crise por que passava a humilde região onde tinha nascido (Galileia, Palestina)

Como um dos responsáveis actuais pelo movimento desencadeado por Jesus e que veio a chamar-se “religião cristã”, o Papa Francisco reconhece que, ao longo destes dois mil anos, o cristianismo contribuiu para a felicidade de muitos e para a humanização da sociedade. Mas reconhece também que o cristianismo gerou muita exploração, muita opressão e que revestiu Jesus de vestes que o desfiguraram a ele e ao seu projecto.

Daí o seu convite aos cristãos e aos seres humanos do mundo inteiro para revisitarem o projecto humanizador e libertador de Jesus porque ele pode trazer aos indivíduos e humanidade mais esperança, mais felicidade, mais paz, mais inclusão e mais comunhão com a mãe terra.

Os “grupos de Jesus`” são uma iniciativa, entre outras, que responde ao convite do Papa Francisco e que tem dois objectivos: descobrir (redescobrir) o projecto de Jesus e aprender a seguir os seus passos na implementação desse projecto humanizador a que ele, no seu tempo, chamou “Reino de Deus”

Nas reuniões dos grupos, através da leitura e do comentário aos quatro Evangelhos procura conhecer-se melhor Jesus e o seu projecto de felicidade e, através da imitação de Jesus na condução da própria vida individual e colectiva, procura aprender-se a implementar o seu projecto de humanização. Podem participar nos grupos de Jesus adultos, sejam eles agnósticos, ateus, ou crentes.

Os grupos de Jesus” não são de nenhuma instituição religiosa ou civil, pertencem àqueles que deles fazem parte. Não têm chefes mas cuidadores voluntários e informais.Todos são iguais e tratados com infinito respeito. Pode entrar-se e sair-se quando se quizer.

Os grupos são temporários porque constituem períodos de aprendizagem prática, de iniciação ou de tirocínio. Enquanto grupos não têm , em princípio, qualquer actividade externa. Terminada a vigência de um grupo, determinada pelos seus membros, cada um, se estiver apaixonado pelo projecto de Jesus, escolherá em que circunstâncias irá prosseguir a sua actividade como colaborador de Jesus: ou em redes não formais, ou/e em organizações da sociedade civil ou/e em organizações e movimentos cristãos.

Voltaremos aos “Grupos de Jesus”. Entretanto pode encontrar na Internet informação sobre a sua disseminação, ainda embrionária, nalguns países. Em Portugal também estão a nascer.

Artur Lemos

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